10 de mar. de 2017

Merda

Trilha escolhida, coreografia ensaiada, e figurino ajustado. Mas sem dúvidas, o que mais surpreende na apresentação não é a eficiência do movimento, mas o sorriso produzido pelo alcance do salto, e a destreza em lidar com o imprevisto no palco, seja com o tênis, a maquiagem, ou algo que não depende como você, como o outro ou a música que entra na hora errada.  A platéia é exigente, nunca abandona seu lugar sem ter a certeza que você fez o seu melhor. Apoio? Controle? Julgamento? Você escolhe. Apenas dance. Merda!

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12 de jan. de 2017

Em construção

Próxima postagem: Sobre a sensação de ter se transformado em um monstro!

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2 de jan. de 2017

Escolha uma posição confortável. Faz cara de paisagem, senta e espera a vida passar. Sem pilhas no controle.

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27 de dez. de 2016

Tomara que a gente não desista de ser quem é por nada nem ninguém deste mundo. Que a gente reconheça o poder do outro sem esquecer do nosso. Que as mentiras alheias não confundam as nossas verdades, mesmo que as mentiras e as verdades sejam impermanentes. Que friagem nenhuma seja capaz de encabular o nosso calor mais bonito. Tomara que apesar dos apesares todos, a gente continue tendo valentia suficiente para não abrir mão de se sentir feliz .
Caio Fernando Abreu

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20 de dez. de 2016

Trilha sonora para a vida


Ja havia protestado por ai:  trilha sonora pra todos momentos da vida! É justo!
Russo ja era seu companheiro desde sempre. Mas não é Mais do mesmo que se quer escrever, ou ler. O momento agora é trilhado por poesias que retratam o cotidiano a dois, a solidão, e a solidão a dois. Estranho. Nando e Moska sabem bem fazer isso. Se revestiu das letras do ruivo pra compreender a si, e os sentimentos que a cercam. Da alegria ao corte dos pulsos, ao som do próprio, se livrou de todo silêncio que ora a afogava. E a dor, que agora já era física, aos poucos foi dando lugar às certezas construídas nesse tempo com essa trilha. Sabia que não seria simples, como em tudo em sua vida, carregada de um certo dramalhão e labirintites.E quantas vidas você tem? Essa mania de deixar as coisas passarem sem serem ditas acabam por se complicando sempre. E de tanto engolir, já não conseguia respirar... não tinha só garganta trancada... mas boca, peito, pensamentos e vontades. A música sempre a acompanhava ... trazia paz, respostas e algumas funcionavam como Mantra ... E não é que deu certo ?! Quem é que vai dizer tchau? ... Ainda não está pronta, mas já recuperou a confiança em si mesma... Um grande avanço! E alguns sons parecem inspirar-se nessa vidinha ... e com fones nos ouvidos e no coração, deixa-se levar pelas letras ... consentindo, concordando, e suspirando ... <3

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26 de out. de 2016

Eu, tu, nós e elas

Andréias, Devianes e Aninhas ... Sei que vcs tentaram me alertar ... mas perdoem-me... o amor em demasia me vendou os olhos.... o óbvio estampado nas provas, nao me deixavam outra alternativa senão apontar o dedo só pra vocês: mensagens, torpedos, e mails já anunciando o início do fim... Mas na tentativa de preservar o "nós", culpar "elas" era muito mais fácil, poderia me eximir do mea culpa, sem necessidade da auto reflexão, nem readaptação do conto de fadas tão sonhado dos comerciais de margarina. Eram "elas" que estava estragando meu plano tão perfeito para o "nós".

O tempo passa... e o "felizes para sempre", tão desejado por qualquer ser que respira, foi ficando mais distante. Até porque cometemos o erro de criar expectativas na relação, e não sabemos lidar quando o pote de margarina acaba.  E é no "tu" que agora a culpa recai ... as histórias, as cenas, as provas se repetem ... mais um alerta dado, e as vendas nos olhos continuam em uso. Já nem acho "elas" tão importante ... Julgo, condeno, e culpo "tu", por não caber nas minhas vontades, por me fazer chorar, por me deixar carregar o peso do mundo! ... Sim era essa a sensação!

O tempo continua passando ... e fiz promessa de que faria tudo diferente se a mesma história se repetisse. Adivinha? Ela se repete. Já era sabido. Eu já tinha me avisado. E cadê a coragem de fazer tudo diferente, de virar o jogo? ... Só então me dei conta que a culpa estava no "eu" ... Ainda sem definir se fraca demais, por não enfrentar o que viria ou virá pela frente, ou forte demais, por suportar em silêncio tanto tempo!

Um alerta piscando em cores fluorescentes, gritando para o "eu". Mostrando que a conjugação dessa história deve ser na primeira pessoa; que o roteiro pode ser alterado, embora o plano inicial fosse outro. Frases clichê retiradas do facebook caem bem nesse momento: "saia da zona de conforto", "amor-próprio em primeiro lugar".

Enfim: amadurecendo, endurecendo, e entristecendo com esse turbilhão de sentimentos concentrados num só "eu".

E depois de escrito, leio, releio, ... só eu vou entender. Ainda assim sigo com o registro, para que um dia tenha a oportunidade de reler e pesar o que valeu a pena ou não! Guardo pra mim, e antes que exploda ... escrevo! Às vezes faz bem, quase um consolo!Um desabafo verborrágico!


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