28 de jan. de 2018

Exposição Renato Russo II

Surpreendente as sensações nesta exposição: todos os sentidos são estimulados ao som de Renato Russo. Impossível não se emocionar ao ver/ler o processo de construção de letras músicas, projetos de discos, figurinos, o caderno da escola e assinatura da Professora Adélia, instrumentos, cartas de tarô, ouvir músicas, vídeos, ... E além disso, sala lotada, pessoas na mesma vibe ... Muito bom ... voltaria... faria de novo ...













































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Exposição Renato Russo I

Incrível como me identifico com as músicas do Renato Russo ... funcionam como mantra, horóscopo, "minutos de sabedoria", relaxante natural, inspiração, trilha sonora, ... quando sou pega de surpresa por alguma, tenho a impressão que indica bom presságio... presto atenção ao momento e tento relacionar com algum verso da letra ... Coisa de doida, mas confesso, que faço isso ... e dá certo!!! (Me julguem!...kk) ... Algumas arrepiam só de ouvir a introdução, outras me emocionam muito (deve ser coisa da idade!) ... Tem dias que sou "Clarice", outros sou inteira "Andrea Doria", dias que estou mais para um álbum que outros ... Todo esse relato pra tentar explicar o que senti quando entrei na Exposição Renato Russo ... sensacional ... pura energia!!!! ... Já quero voltar ... 


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24 de jan. de 2018

Sobre as cotas...

Fazer parte da comissão de aferição dos autodeclarados negros, pardos e indígenas, para ingresso em uma instituição de ensino foi uma experiência beeem interessante. Inicialmente achei que seria um trabalho extremamente fácil. E não deixa de ser, só precisava confirmar se o candidato que estava a minha frente era negro ou não, a partir da observação do fenótipo. Pois é desta forma que se dá a discriminação, de um modo geral, quanto mais traços negróides, menos oportunidades você tem, mais precisa provar que é bom no que faz. Esse é o consenso comum, com exceções. Há números, notícias e histórias que provam isso. Não vou discutir a validade das cotas. Já está posto. O que nos interessa é lançar um olhar sobre o processo em si, e como as pessoas compreendem o acesso e se apropriam destas informações. É muito delicado analisar a cor da pele do outro, quando este não se reconhece como tal. Ou julgar se há má fé na opção escolhida. É um trabalho pra lá de subjetivo. Pois, são pardos quase brancos, pardos que não se identificam como negros, e negros quase pedindo licença para participar. Partindo do critério proposto, análise de fenótipo, pardos são menos discriminados que negros, mas se pensar nos seus antecedentes, e possíveis dificuldades que pudessem ter para oportunizar melhores condições de vida ao tal candidato, talvez esse "pardo" mereça mesmo concorrer pela vaga dos autodeclarados negros. Difícil analisar. Ouvir histórias de discriminação, racismo, sempre nos sensibiliza ... Ainda é revoltante acreditar que em 2018 isso ainda aconteça ... Segue o trabalho. Segue a luta. Segue o baile!

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10 de jan. de 2018

Sintonize na frequência que você deseja para si. Espreguice. Dance. Alongue. Celebre a vida com amigos. Coma sem culpa. E beba. Esteja numa praia linda. Viaje.Tenha amigos. Seja amigo. Ouça música alta no carro. E cante. Acredite no horóscopo de vez em quando. Durma, e muito. Olhe o barulho das ondas do mar. Enfie o pé na areia molhada. Coma sorvete. Jogue tetris.Guarde o cartão de crédito. Escute os problemas alheios, e redimensione os seus. Aposte. Dedique-se. Concentre-se. Tenha foco. Se solte. Desconecte-se. Vibre na paz. Simples assim. Que me sirva de mantra.


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1 de jan. de 2018

Sobre 2018 ...

Que venha logo 2019 ...
2017 mandou avisar que 2018 vai ser punk!!!
Já dá pra sentir: 2018 vai ser foda ... Mas foda-se!!!
É toda uma conjuntura que me diz isso, cenário político, social, pessoal, ... e por aí vai!!!
Oremos!!!

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21 de nov. de 2017

Tornou-se pedra, a menina que um dia foi flor


Tornou-se pedra, a menina que um dia foi flor

Os dias mais marcantes são aqueles em que a gente sai deles um pouco modificados. São os dias que nos lembraremos para sempre, não importa quanto tempo passe. São os dias em que, sem anestesia alguma, somos confrontados com as verdades que nos fazem crescer, e de alguma maneira, enrijecer.
É preciso cuidado para não se blindar demais. Cuidado para não tornar pedra o que um dia foi flor. Cuidado para não deixar de acreditar na poesia, na delicadeza, no amor.
Todos nós passamos por sustos. Por momentos em que a vida nos dá uma rasteira e não sabemos mais em que solo pisamos. A gente se fere, se fecha, se ressente. Mas é preciso força para ser novamente semente. Para transformar pequenas gotas de orvalho em banho de chuva corrente. Para chorar mágoa e renascer flor. Para enxugar o pranto e cicatrizar a dor.
Não é de uma hora para outra que a gente endurece. A dor é cumulativa, e de tanto sentir o chão ruir, vamos nos fechando também.
Aos poucos fui tecida concreto, cimento e rocha. Aos poucos tornou-se pedra a menina que um dia foi flor.
Porém… Ninguém é feliz por inteiro quando perde a fé. Quando perde a esperança por dias risonhos e noites dançarinas. Quando não há transpiração nem emoção. Quando falta amor e sobra rancor.
Por isso e para isso existe o tempo. O tempo que sopra as feridas e afofa o solo árido de nossas crenças e emoções. O tempo que restaura a dor e seca o pranto. O tempo que possibilita que volte a ser flor o que um dia foi pedra.
Contrariando o que se esperava dela, a flor rasgou o chão. A flor rompeu a muralha de cimento e buscou a luz. A flor encontrou uma sutura mal feita na rocha e brotou inteira, forte e verdadeira, sob os raios de sol. A flor desafiou as intempéries da jornada e resistiu como alicerce de delicadeza e fortaleza.
Que haja mais motivos para ser flor do que pedra. Que minha alma não endureça a ponto de murchar diante do primeiro obstáculo, nem de perder o viço diante da aridez do terreno. Que não falte brisas de esperança, chuvas torrenciais de harmonia e luz abundante de calmaria.
Os dias mais marcantes são aqueles em que a vida contraria o óbvio. Em que os começos difíceis são massacrados pela força de um final feliz. Em que a brisa suave do pensamento leva embora um furacão de sentimentos. Dias em que a urgência de ser feliz aprende a ser calmaria do encantamento. E tempo em que toda a poesia grita em detrimento de todo barulho que há em mim…
Para adquirir o livro “A Soma de Todos os Afetos”, de Fabíola Simões, clique aqui: “Livro A Soma de todos os Afetos”

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