4 de set. de 2015

E agora?!



E agora menina?!
Cuidado com o que sonhas...
E de tanto pensar no impossível e
nas possibilidades mais enlouquecidas ...
Elas acontecem!!!
 E agora menina?!
Não sabe lidar com a imprevisibilidade,
nem com os fatos...
Muito menos com os sonhos
Mais uma chance para sair dessa
(talvez a última!)
E agora menina?!

Read more »

21 de ago. de 2015

Tentando entender...

"...movido pela curiosidade do novo e nao pela inércia..."


Copiado (sem autorização) do face de um amigo querido. Gostei. Identifiquei. Resumido numa única frase o que há tempo tento "verborragizar" (exsite?!). E a tal inquietação é isso (também): uma vontade louca de experimentar, provar, vivenciar, conhecer ... E é de um tudo: pessoas, lugares, roupas, músicas, histórias, coreografias, leituras, ... E nem sempre procuro, a impressão que tenho é que as coisas/situações aparecem ...surgem (do nada!)... e com um grande abraço quase faltam forças pra dar conta de tudo, mas o fôlego nunca falta ...  "movido pela curiosidade do novo e nao pela inércia"

Read more »

1 de ago. de 2015

Trocando as lentes


TROCANDO AS LENTES:


enriquecendo o olhar educacional  com as diferenças!


 


Ana Lucélia Dias[1]


Cristiane Schroeder[2]


Ivanize Honorato[3]


Natacha Scheffer[4]




“O seu olhar lá fora  O seu olhar no céu...”[5]

            A poesia de Arnaldo Antunes enlaça ideias acerca dos “olhares”, não só para a diversidade, mas para o que diverge do dito correto. O olhar em direção ao outro chega permeado de verdades de quem o lança. Quanta pretensão! Desconsidera-se a opinião, a crença, a cultura, a vontade, o corpo. E o preconceito impregna a todos, sem exceção: das ações politicamente corretas ao olhar impuro e sarcástico do cotidiano. Ignora-se a cordialidade, o respeito, e o mesmo o apelo que está tornando-se pauta midiática das grandes redes sociais: #somostodosdiferentes.

Ora, não apenas somos diferentes como a própria possibilidade da nossa existência justifica-se pelo que nos diferencia. Desde sua criação, há cerca de 20 milhões de anos, nosso Planeta evolui e se expande através da seleção natural das espécies. Através de inúmeros fósseis encontrados por paleontólogos descobriu-se a imensidão de seres que já viveram sob a terra e evoluíram ou extinguiram-se. As Eras Geológicas comprovam o desenvolvimento do Universo até a vida recente com o surgimento de novas espécies, inclusive os hominídeos, ancestrais dos homens.

            Nosso Universo vem sendo constituído pela diversidade e só existe a partir dela. Se não tivéssemos características biológicas, físicas e psicológicas diversificadas jamais haveria resistência da espécie humana às intempéries da natureza, por exemplo. Como podemos conceber então que em nossa vivência social devemos ser iguais e seguirmos afirmando padronizações que ignoram nossas características, desejos, possibilidades? 

  “...O seu olhar demora   O seu olhar no meu...”

            Viver em uma realidade social como a nossa, é desafiar diariamente a natureza diversa e diversificada da criação. Estamos em um contexto de sociedade cada vez mais plural, mas que ainda busca homogeneizar nossas relações, ações, reações e modos de existir.

            Entender e respeitar o que é diferente de nós, não são privilégios ou missões somente da escola. A lógica existente, dentro de um contexto sócio-histórico-antropológico, cria e alimenta certas normativas e aquilo que foge de um padrão pré-estabelecido passa a ser visto como diferente. Diferente do quê? De quem?

            Uma sociedade que homogeneíza não dá ao sujeito a possibilidade de construir habilidades necessárias para vivenciar a diversidade como algo inerente à condição humana. Habilidades essas tão necessárias, inclusive, para lidar com o próprio eu, por natureza diverso, diferente, único.

 A identidade da infância e juventude, que se elabora também a partir da saída do seio familiar e construção de outras referências com a inserção social principalmente através da escola, confronta-se com padrões pré-estabelecidos do que é ser criança, adolescente, menino ou menina. A fase de descobertas e infinitas aprendizagens é atravessada por experiências do mundo globalizado no qual brinquedo, brincadeiras, lazer,... estão mais para produto de mercado do que para as experiências. O consumismo, por exemplo, cada vez mais especializado nas faixas etárias iniciais, dita modos de vestir-se, estéticas aceitáveis, de como se portar para estar na “modinha”, do que possuir para ser considerado alguém.        

“...O seu olhar agora
O seu olhar nasceu
O seu olhar me olha...”

            A Escola, na contramão de sua herança enquanto instituição que deveria reproduzir o modelo social ao preparar indivíduos aptos para o trabalho, ganhou a crença de potente meio de transformação socioeconômica, capaz de formar sujeitos críticos, capazes de repensar sua realidade. Entretanto, frente à pluralidade presente nas salas de aula, educadores ainda oscilam entre avaliar os educandos a partir de metas padronizadas e evidenciar, nas particularidades, meios de aprendizagem e crescimento. O preconceito travestido de ação pedagógica procura no aluno o “problema”, as causas pela falta de aprendizagem e enquadramento nas práticas escolares. “Ele não aprende, ele não faz, ele não tem interesse, ele não se comporta, ele não...”

Os próprios arranjos familiares em que os educandos estão envolvidos passam pela preconcepção de como deveriam viver e educar seus filhos estando constantemente à sombra da máxima “são famílias desestruturadas!”. Sim, infelizmente são frequentes os casos de irresponsabilidade daqueles que deveriam responder pela segurança e cuidado dos menores. Contudo, não se pode ignorar que mesmo frente às inúmeras composições e formações familiares ainda precisamos discutir, e muito, o reconhecimento da noção de família para além da composição “mãe” e “pai”, “homem” e “mulher”.   

“...O seu olhar é seu...”

            Provocar trajetórias de aprendizagens para a diversidade carrega este ensejo: demonstrar o quanto “nosso olhar é nosso” e como vem carregado de verdades que até podem ser justas para nós, mas não absolutas. Ao olhar o outro, carregamos conhecimentos prévios, princípios, experiências anteriores que nos fazem falar sobre ele e muitas vezes torná-lo ser o que é.  Independente de bons ou ruins, ninguém está livre dos preconceitos, das preconcepções que construímos e com as quais nos relacionamos com o mundo.

As profecias auto realizadas e as crenças de que existem padrões a serem seguidos como corretos, incorretos, adequados ou inadequados, engessam nosso olhar diante daquilo que é diverso, diferente. Olhar a diversidade sob uma ótica de que a mesma é enriquecedora e plena de possibilidades, pressupõe que os padrões estabelecidos caíram por terra ou mesmo não são verdades prontas e este fato, decorre de uma ampla reflexão a respeito daquilo que se deseja ou acredita quanto à diversidade planetária.

Acreditamos, assim, que se o preconceito existe e constitui nossas relações, só o conhecimento é capaz de ampliar as lentes com as quais me disponho a olhar. A aprendizagem sobre outras culturas, a valorização das diversas formas de se fazer existir amplia a medida para a vivência da diferença de forma respeitosa e colaborativa, sem radicalismos ou sub-julgamentos dos demais. Mudança esta que está muito além de uma relação única com minorias ou defesa dos discriminados. Ao ampliar a maneira como vejo o outro, me refaço na forma como me percebo e me coloco como ser humano e cidadão.    

“...O seu olhar, seu olhar melhora
Melhora o meu...”

Arnaldo Antunes





[1] Licenciada em Pedagogia e Mestre em Psicologia Social e Institucional pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. - UFRGS
[2] Licenciada em Pedagogia – Educação Especial, pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – PUCRS; Licenciada em Pedagogia Supervisão Escolar, pela FAPA - Faculdade Porto-Alegrense; Especialista em Educação Social pela UNISAL - Centro Universitário Salesiano de São Paulo; Mestre em Educação pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – PUCRS.
[3] Licenciada em Educação Física  pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos – UNISINOS; Licenciada em Pedagogia, Especialista em Educação Infantil e Especialista em Educação para a Diversidade pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS.
[4] Licenciada em Pedagogia – Orientação Educacional, pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – PUCRS; Especialista em Psicopedagogia pela Universidade Luterana do Brasil – ULBRA; Mestra em Educação pela  Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – PUCRS.
[5] Trechos da música de Arnaldo Antunes, O seu olhar, do álbum Ninguém, 1995.

Read more »

Ai que vontade de postar ...

Tem coisas que já nem precisa discutir mais ... Apenas aprender a conviver melhor com esta realidade: "as postagens de facebook". Não sou de postar todas refeições, ou realizar checkin a cada lugar que chego. E por mais que a tentativa de preservar-se seja maior que a vontade de postar ... sempre escapa algum sentimento, desejo, nas entrelinhas dos textos ou imagens... E o fato da rede não ser composta só de amigos ...(tem colegas de trabalho, alunos, ex alunos, crianças, adultos, velhos, ... gato, cachorro e papagaio) há de se ter um cuidado mesmo! Nem sempre a postagem do facebook é algum tipo de desabafo, às vezes só gosto de como foi dito, o uso criativo das palavras, a escolha das imagens. Não é preciso fazer sentido sempre!

Mas tem aquelas imagens que ficam arquivadas em alguma gaveta tecnológica, e que por hora, nestes "escritos secretos", posso postar. Segue uma lista de figuras que me traduzem um pouco  nesta minha fase de inquietude (será essa a tal crise dos 40?!).

 










Read more »

20 de jul. de 2015

Fui ali ser feliz e já voltei !!!

E depois de tantas queixas ... uma conquista! Nessa tentativa de ser mais eu, me arrisquei a dois dias de uma mega aventura. Bem isso: fui ali ser feliz e já voltei! Pode ser coisa simples pra muita gente. Mas ir para uma cidade desconhecida, participar de um workshop, e assistir apresentações de dança, pra mim, na minha atual situação, foi um grande avanço! E mesmo que as pessoas não falassem diretamente ... conseguia ler nas entrelinhas do olhar as perguntas: ... mas sozinha? e as crianças? ...ele vai deixar? ... Ou se as perguntas não estavam nas pessoas, elas estavam em mim ... E de alguma forma consegui me livrar desse peso ... do sentimento de culpa. Porque mesmo achando que eu deveria ir mesmo, essas interrogações ainda assombravam...
 
Quase dois meses pensando se deveria ir ou não, ... e aos 45 do segundo tempo decidi, ...sem pensar muito! Opa !!! Pensando sem pensar ... Contraditória?! ... Pode até ser ... mais que isso, vivo tempos de inquietação, reflexão e experimentação. Ação: Era o que faltava! ... Muitas doses de coragem pra decidir ...
 
Ainda em dúvida sobre o melhor desses dois dias: a sensação de liberdade ou a dança.
E não é que no dia do embarque quase desisti?! ... Vôo cancelado, e passados 3 horas, minha insistência no balcão,  e nessa aventura, tudo se resolveu! Por vezes vinha o pensamento mais óbvio para o momento: ... deve ser um sinal avisando pra não ir! ... Que nada!!! Finge não escutar mais essa voz que tentava me enquadrar no molde que eu não caibo mais !!!
Frio na barriga ...quando cheguei em Curitiba ... quando caminhei pela cidade pela primeira vez ... quando me apresentei no hotel ... quando entrei no quarto ... quando fui pro Teatro Positivo ... Ufa !!! (não sei explicar mais q sensação era essa!!!) ...
E logo encontrei duas meninas (já mulheres) ... que foram minhas alunas na quarta série em 1997 ... Vejam só !!! Bem quando comecei a trabalhar com dança: de uma atividade em sala de aula, apreciada pelos alunos e direção, e que no ano seguinte transformou-se em projeto de dança na escola.
De fato ... Nada é por acaso! Frase pra lá de clichê, mas no momento não cabia outra: no meio dessa minha inquietude toda, do desejo de voltar a trabalhar com dança, e do encantamento por tudo que envolve esta arte ... Encontrar com esses anjos só me fez acreditar que aquele era o lugar que deveria estar ...e que realmente valeu a aposta!
Quero mais ... agora que experimentei que é possível ...
Sinto necessidade de novas aventuras, de novos frios na barriga, ... É isso que é a vida!
Fui ali ser feliz ...e já voltei!
É fato que valeu a pena ... toda a ansiedade e arrepios ... Mas e agora?!
(suspiro profundo...)
 
 
 

Read more »

1 de jul. de 2015

Só mais um mimimi

Nada é fácil
Nada é certo
Não façamos do amor
Algo desonesto
 
E por muitas vezes tenho me queixado dessa mania de sabotar-se ... de deixar-me de lado enquanto há um enorme desejo de realizar coisas ...  (que eu já nem se bem o quê!)... Já consciente dessa auto vitimização ... e tentando pensar perspectivas (ainda que utópicas, ... neste momento) ... Me propus a algumas doses de coragem e pílulas de amor próprio que devem fazer florescer o poder das minhas vontades.
 
Quem pensa por si mesmo é livre
E ser livre é coisa muito séria
Não se pode fechar os olhos
Não se pode olhar pra trás
Sem se aprender alguma coisa pro futuro
 
Esse é um dos erros, acho que não só das mulheres, ... mas de quem opta pela vida em família : o eu passa a dar lugar ao nós, sem que nos demos conta da perda, não só da identidade, mas também do prazer, alegria, da satisfação em realizar-se em questões bem pessoais... Não que o nós não seja importante, ... e é!!! ... mas desprender-se do eu sem pena nenhuma ... é quase um suicídio !!! Só mesmo o tempo pra fazer pensar assim ... não sei nem se é a maturidade, ou só uma fase egocêntrica... Enfim ... São escolhas!!! ... Se certas ou não ....só o tempo ...

Quero ser prudente
E sempre ser correto
Quero ser constante
E sempre tentar ser sincero
E queremos fugir
Mas ficamos sempre sem saber
 

Read more »

.

.